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HISTÓRIA

 

Dácia

O território da atual Romênia era habitado desde pelo menos 513 a.C. pelos getae-dácios, uma tribo trácia. Sob a liderança de Burebista (70-44 a.C.), os dácios se tornaram um estado poderoso que ameaçava mesmo os interesses regionais dos romanos. Júlio César pretendia iniciar uma campanha contra os dácios, mas foi assassinado em 44 a.C. Alguns meses depois, Burebista compartilhava do mesmo destino, assassinado pelos seus próprios nobres. Seu poderoso estado dividiu-se em quatro e não se tornou novamente unificado até o ano de 95, no reinado de Decebalus. O estado dácio manteve uma série de conflitos com o Império Romano em expansão, e foi finalmente conquistado em 106 d.C. pelo imperador romano Trajano, durante o reinado do rei dácio Decebalus. Diante de sucessivas invasões dos godos e cárpitas, a administração romana retirou-se dois séculos mais tarde.

 

Romênia na Idade Média.

Múltiplas ondas de invasões se sucederam, como a dos eslavos no século VI, dos búlgaros e magiares no século IX e dos tártaros no século XIII.

Muitos pequenos estados locais foram criados, mas apenas no século XIII os principados maiores da Moldávia e da Valáquia surgiram para enfrentar o perigo de uma nova ameaça na forma dos turcos otomanos, que conquistaram Constantinopla em 1453. Em 1541, toda a Península Balcânica e a maior parte da Hungria se tornaram províncias otomanas. A Moldávia, a Valáquia e a Transilvânia permaneceram autônomas, sob suserania otomana.

No século XII, a Transilvânia se tornou uma parte largamente autônoma do Reino da Hungria. Reis da Hungria convidaram os pechenegas e cumanos da Valáquia para se estabelecerem na Transilvânia, assim como os szecklers, a Ordem Teutônica e os saxões e schwabs.


No ano 1600, os principados da Valáquia, Moldávia e Transilvânia foram unificadas pelo ban (príncipe) valáquio Mihai Viteazul, mas a unidade se dissolveu após Mihai ser morto, apenas um ano mais tarde, pelos soldados de um general do exército austríaco chamado Giorgio Basta.

Em 1699, a Transilvânia se tornou uma possessão do Império Austríaco após a derrota dos turcos. Os austríacos, por sua vez, expandiram rapidamente seu império: em 1718, uma importante parte da Valáquia, chamada Oltenia, foi incorporada ao Império Austríaco e foi devolvida apenas em 1739.

Em 1775, o Império Austríaco ocupou a parte noroeste da Moldávia, posteriormente chamada de Bucovina, enquanto que a parte oriental do principado (chamada Bessarábia) foi ocupada em 1812 pela Rússia.

O despertar nacional da Romênia

Como na maioria dos países europeus, 1848 trouxe revolução à Moldávia, Valáquia e Transilvânia, anunciada por Tudor Vladimirescu e sua tentativa com pandurs em 1821. As metas dos revolucionários - independência completa para os dois primeiros e emancipação nacional para o terceiro - permaneceram não realizadas, mas foram a base de evoluções subseqüentes. Além disso, o levante ajudou a população dos três principados a reconhecer sua unidade lingüística e de interesses.

Pesadamente taxado e mal administrado pelo Império Otomano, em 1859, o povo tanto da Moldávia como da Valáquia elegeu o mesmo "domnitor" (governante) - Alexandry Ioan Cuza - como príncipe.

Selos emitidos pela Moldávia em 1858 e 1859, conhecidos como "Cabeças de Boi" (Bull's Heads)

Estampados à mão em 1858, em pequenas quantidades, eles mostram a cabeça de um animal (provavelmente mítico) chamado Bour e por essa razão eles são conhecidos na Romênia pelo nome de: "Capeta de Bour". Este animal é o símbolo da Moldávia e a sua cabeça também aparece em antigos selos romenos, porque parte da Moldávia tornou-se uma província da Romênia.

Abaixo, o "Capeta de Bour" em 3 imagens diferentes do mesmo selo.


Recentemente independente, a República da Moldávia têm boas razões para considerar estes como os seus primeiros selos também, uma vez que eles foram emitidos em uma região que pertencia aquele país. Os valores faciais da série são: 27, 54, 81 e 108 parale (o maior valor emitido). "Parale" (como chamavam o dinheiro na língua romena) é uma palavra de origem turca.

Abaixo, a série completa dos "Capeta de Bour".


Existem estes selos falsos, fabricados na Romênia em 1881, conhecidos como falsos Moroiu. Abaixo (lado esquerdo) o primeiro selo "Cabeça de Boi" cancelado na Moldávia em 1858; do lado direito, a segunda emissão da "Cabeça de Boi", emitido em 1859, com valor facial de 40 parale.


Em 1859, Alexandru Ioan Cuza (1820-1873) foi eleito Príncipe da Moldávia, em seguida de Muntenia (Valáquia), o que contribuiu com a unificação, formando o Estado da Romênia em 1862. Os selos abaixo, emitidos em 1864, mostram o retrato do príncipe e o brasão das armas de ambas províncias.

Os primeiros 3 selos (abaixo), foram imprimidos em 1864, mas jamais emitidos. A emissão seguinte, 3 selos com as cores da bandeira nacional do país, foram emitidos em 1865. Deposto em 1866, Alexandru Ioan Cuza é lembrado como um dos fundadores da Romênia moderna...



República da Romênia - 1878

As ocupações militares e as mutações territoriais causadas pela guerra, estão também, na origem de inúmeras emissões postais. É assim que aparecem em relação ao território Romeno, uma série de ocupação búlgara, duas séries de ocupação austro-húngara, e várias emissões de ocupação alemã, referentes apenas ao período 1917-1918. Por outro lado, a Romênia emite em 1919, séries de ocupação da Transilvânia, Cluj e Timissoara.

Reino da Romênia

O Antigo Reino

Em 1866, o príncipe alemão Carol (Carlos) de Hohenzollern-Sigmaringen foi apontado como príncipe para pôr um fim à rivalidade e luta pelo poder por parte das facções boyar romenas. Em 1877, a Romênia declarou independência do Império Otomano e, após uma guerra turca-romena-russa, sua independência foi reconhecida pelo Tratado de Berlim, 1878. Após a guerra a Romênia adquiriu Dobruja, mas foi forçada a ceder a Bessarábia meridional à Rússia. Carlos foi coroado como Carol, o primeiro rei da Romênia, em 1881.

O novo Estado, comprimido entre os grandes poderes dos impérios otomano, austro-húngaro e russo, voltou-se para o oeste, especialmente a França, em busca de seus modelos culturais, educacionais, militares e administrativos. Em 1916, a Romênia entrou na Iª Guerra Mundial do lado da Entente. Ao final da guerra, os impérios austro-húngaro e russo haviam terminado; corpos governamentais criados na Transilvânia, Bessárabia e Bucovina escolheram a união com a Romênia, resultando na Romênia Maior.

A grande união de 1918

A Conferência da Paz em Paris, depois da Primeira Guerra Mundial, devolveu à Romênia Dobrudja da Bulgária, Bucovina da Rússia, Transilvânia e Bessarábia - parte da qual corresponde hoje à República da Moldávia. O bloco (abaixo) foi emitido em 1993 para comemorar a união do território romeno.

O mapa foi originalmente imprimido em 4 tons: previous Rumanian territory in light brown, Bessarábia em morrom escuro; Transilvânia em marrom médio; e Dobruja em marrom claro of Rumanian territory which it had been. Sales were stopped soon after the sheet was released "because of the political implications suggested by the shadings.... Também o delta do Danúbio foi incorretamente imprimido na Bessarábia".

O retrato é de Ferdinando I, o qual sucedeu seu tio Carol I da Romênia, em 1914, and ruled until 1927. (Linn's Stamp News, May 1, 1995, p. 16)


Em 1938, o rei Carol II dá um golpe de Estado e coloca o país na esfera de influência da Alemanha nazista. Em junho de 1940, as províncias recuperadas pelos romenos passam uma vez mais ao controle soviético. O rei Carol é derrubado e assume o poder o general Ion Antonescu, que abre o país ao Exército alemão. A Romênia acompanha Hitler na declaração de guerra à URSS, em 1941. A derrota alemã na frente russa, em 1944, assinala o fim de Antonescu.

A Romênia Maior

A maioria dos governos pré-II Guerra Mundial da Romênia mantive a forma, mas não a substância, de uma monarquia constitucional liberal. O movimento nacionalista da Guarda de Ferro se tornou um fato político importante por explorar o medo do comunismo e o ressentimento de uma suposta dominação estrangeira e judaica da economia. Em 1938, para prevenir a formação de um governo que incluiria ministros da Guarda de Ferro, o rei Carol II dissolveu o governo e instituiu uma ditadura real de vida curta.

Em 1939, a Alemanha e a União Soviética assinaram o Pacto de Molotov-Ribbentrop, que estipulava, entre outras coisas, o "interesse" soviético na Bessarábia.

Romênia durante a II Guerra Mundial

Como resultado, em 1940 a Romênia perdeu territórios tanto no leste como no oeste: em junho de 1940, após dar um ultimato à Romênia, a União Soviética conseguiu a Bessarábia e Bucovina. Dois terços da Bessarábia foram combinados com uma pequena parte da U.R.S.S. para formar a R.S.S. Moldaviana. O restante foi entregue à R.S.S. Ucraniana. Em agosto de 1940, a parte setentrional da Transilvânia foi anexada à Hungria pela Alemanha e a Itália.

Como resultado da ratificação do rei Carol II de entregar a Transilvânia setentrional à Hungria, Dobrudja meridional à Bulgária e a Bessarábia, Bugeac e Bucovina à U.R.S.S. em 1940, o general Ion Antonescu foi apoiado pelo exército para assumir o governo da Romênia. A Romênia entrou na II Guerra Mundial sob o comando do Wehrmacht alemão em junho de 1941, declarando guerra à União Soviética para recuperar a Bessarábia e Bucovina. A Romênia recebeu de Hitler o território entre Nistru e Bug para administrá-lo como Transnistria.

Em agosto de 1944, um golpe liderado por rei Miguel, com o apoio de políticos de oposição e do exército, depôs a ditadura Antonescu e colocou os exércitos romenos sob o comando do Exército Vermelho. A Romênia sofreu pesadas baixas adicionais enfrentando o exército nazista na Transilvânia, Hungria e Tchecoslováquia.


Ao final da II Guerra Mundial, a Transilvânia setentrional retornou ao domínio da Romênia e adquiriu um status de autonomia, mas Bucovina, Bessarábia e Dobrogea meridional não foram recuperadas. A R.S.S. Moldaviana se tornou independente somente em 1991, com o nome de Moldávia.


A Romênia comunista

A ocupação soviética após a II Guerra Mundial levou à formação de uma República Popular comunista em 1947 e à abdicação do rei Miguel, que partiu para o exílio.

No início dos anos 60, o governo comunista da Romênia começou a assegurar uma certa independência da União Soviética. Ceaus,escu tornou-se líder do Partido Comunista em 1965 e chefe de Estado em 1967. A condenação de Ceaus,escu da invasão soviética da Tchecoslováquia em 1968 e um breve relaxamento na repressão interna ajudaram a lhe fornecer uma imagem positiva tanto em casa como no oeste. Seduzidos pela política estrangeira "independente" de Ceaus,escu, líderes ocidentais demoraram a se voltar contra um regime que, ao final dos anos 70, tornara-se progressivamente duro, arbritário e caprichoso. O rápido crescimento econômico incentivado por créditos estrangeiros gradualmente deu lugar a uma austeridade rígida e a uma repressão política severa.

O governo de décadas do presidente Nicolae Ceaus,escu tornou-se progressivamente severo no decorrer dos anos 80.

Dezembro de 1989 marcou a queda de Ceaus,escu e o fim do regime comunista na Romênia, uma mudança violenta, que resultou em mais de 1000 mortes durantes os eventos decisivos em Timis,oara e Bucareste. Após uma semana de estado de intranqüilidade na cidade Timis,oara, Ceaus,escu perdeu o controle sobre o governo do país, fugindo de Bucareste após convocar uma reunião de apoio que se voltou contra ele em 21 de dezembro de 1989, sendo preso e executado em 25 de dezembro de 1989. A série de eventos conhecida como a Revolução Romena de 1989 permanece até hoje uma questão de debate, com muitas teorias conflitantes sobre as motivações e mesmo as ações de alguns dos personagens principais. Um antigo ativista marginalizado por Ceaus,escu, Ion Iliescu conseguiu reconhecimento nacional como líder de uma coalizão governamental improvisada, a Frente de Salvação Nacional (FSN), que proclamou a restauração da democracia e liberdade em 22 de dezembro de 1989. O Partido Comunista foi declarado ilegal e as medidas mais impopulares de Ceaus,escu, tais como a proibição do aborto e a contracepção, foram revogadas.

Romênia desde 1989

Eleições presidenciais e parlamentares foram realizadas em 20 de maio de 1990. Concorrendo contra representantes do Partido Nacional Camponês e do Partido Liberal Nacional pré-guerra, Iliescu venceu com 85% dos votos. A FSN conseguiu dois terços das cadeiras no Parlamento, nomeou um professor universitário, Petre Roman, como primeiro-ministro e iniciou reformas cautelosas de livre mercado.

Uma vez que o novo governo ainda era largamente formado por ex-comunistas, protestantes anticomunistas acamparam na Praça da Universidade, em Bucareste em abril de 1990. Dois meses mais tarde, esses protestantes, caracterizados pelo governo como "hooligans", foram brutalmente dispersados pelos mineiros do Vale Jiu, convocados pelo presidente Iliescu; esse evento ficou conhecido como a mineiríada. Os mineiros atacaram também os quartéis-generais e casas de líderes de oposição. O governo de Petre Roman caiu no final de setembro de 1991, quando os mineiros retornaram a Bucareste para exigir maiores salários. Um tecnocrata, Theodor Stolojan, foi nomeado para conduzir um governo interino até que novas eleições pudessem ser realizadas.

Uma nova constituição democrática, promulgada pelo Parlamento, foi aprovada por um plebiscito em dezembro de 1991. Nas eleições nacionais de setembro de 1992, o presidente Iliescu venceu um novo mandato por uma clara maioria dos votos e deu a seu partido, a FDSN, um pluripartidarismo. Com apoio parlamentar dos partidos nacionalistas PUNR e PRM e do partido ex-comunista PSM, um governo tecnocrático foi formado em novembro de 1992 pelo primeiro-ministro Nicolae Va(ca(roiu, um economista.

Emil Constantinescu da coalizão eleitoral da Convenção Democrática (CDR) derrotou o presidente Iliescu no segundo turno da votação e o substituiu como chefe de Estado. Victor Ciorbea foi nomeado primeiro-ministro. Ciorbea permaneceu no cargo até março de 1998, quando foi substituído por Radu Vasile (PNTCD) mas, nas eleições de 2000, o Partido Social Democrata (PSD) e Iliescu venceram novamente e Adrian Na(stase foi nomeado primeiro-ministro.

Em 2002, a Romênia foi convidada a entrar na OTAN. No mesmo ano, a UE confirmou seu forte apoio ao objetivo da Romênia de se unir à união em 2007. Ainda assim, muitas reestruturações econômicas precisam ser feitas antes que a Romênia possa alcançar essa meta.

 

 

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