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O PAÍS

 


Dados Principais
Armas da Romênia
Hino
Educação
Cultura e Esportes

O nome Romênia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como uma província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era freqüentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores discutem que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado propriamente de Romania, mas isso não foi aceito.
O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras européias onde apareceram as línguas românicas.


DADOS PRINCIPAIS

Nome oficial: Romênia (România).
Nacionalidade: romena.
Data nacional: 1º de dezembro (Dia da Pátria).
Capital: Bucareste.
Cidades principais: Bucareste (2.027.512), Lasi (348.399), Constança (344.876), Timisoara (334.098), Cluj-Napoca (332.792), Galati (331.360) (1997).
Idioma: romeno (oficial), húngaro, alemão.
Religião: cristianismo 96,3% (ortodoxos romanos 86,8%, católicos 5%, ortodoxos gregos 3,5%, pentecostais 1%), islamismo 0,2%, outras 3,5% (1992).

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da Europa.
Hora local: +5h.
Área: 238.391 km2.
Clima: temperado continental.
Área de floresta: 62 mil km2 (1995).
Coordenadas Geográficas: 46 00 N, 25 00 E

POPULAÇÃO

Total: 22,3 milhões (2008), sendo romenos 89,4%, húngaros 7,1%, ciganos 1,8%, alemães 0,5%, ucranianos 0,3%, outros 0,9% (1992).
Densidade: 93,54 hab./km2.
População urbana: 56%
População rural: 44%
Crescimento demográfico: -0,4% ao ano
Fecundidade: 1,17 filho por mulher
Expectativa de vida M/F: 66/74 anos
Mortalidade infantil: 23 por mil nascimentos
Analfabetismo: 1,8%
IDH (0-1): 0,770


POLÍTICA

Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 41 condados e 1 municipalidade (Bucareste).
Principais partidos: coalizão Convenção Democrática da Romênia (CDR) (Nacional dos Camponeses Democrata-Cristãos da Romênia, PNTCD; Nacional Liberal, PNL; Aliança Nacional Democrata-Cristã, ANCD; entre outros), da Social-Democracia da Romênia (PDSR).
Legislativo: bicameral - Senado, com 143 membros; Câmara dos Deputados, com 343 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1991.

 


Presidente: Traian Basescu

 

DEFESA

Efetivo total: 219,7 mil
Gastos: US$ 870 milhões

RELAÇÕES EXTERIORES

Organizações: Banco Mundial, UE, FMI, OMC, ONU.
Embaixada: Tel. (61) 3226-0746, fax (61) 3226-6629

ARMAS DA ROMÊNIA



Para todos os povos, as armas do pais - distintivo heráldico supremo - têm particular importância. As imagens que as compõem evocam a historia do país, por intermédio delas a tradição permanece sempre viva e o seu significado desperta o sentimento nacional. Em muitas das armas nacionais, os elementos constitutivos são fiéis ao passado histórico nacional, sendo unanimemente reconhecidos por todos os cidadãos. Tais nobres símbolos não são consagrados só por leis e decretos. Eles representam, ao mesmo tempo, a quinta-essência dos ideais e das aspirações dos cidadãos, do seu pensamento comum.

A idéia de se estabelecer umas armas representativas, sintéticas, data na Romênia ainda do começo do século XIX. Ela levou à formação de uma brilhante equipe de especialistas em heráldica, que reuniu personalidades notáveis da ciência romena. Na altura em que foram criados os Arquivos do Estado e os estudos de sigilografia progrediram, os peritos em heráldica identificaram as armas dos distritos, das províncias, as insígnias heráldicas dos grandes latifundiários etc. Após 1859 (ano em que a Valáquia e a Moldávia se uniram num único estado) pôs-se a questão de umas armas que fossem representativas. No ano de 1863, foi encontrada a solução da reunião dos símbolos tradicionais da Valáquia (a águia de ouro cruzada) e da Moldávia (o auroque com estrela entre os chifres). Ulteriormente, em 1872, a comissão nacional de heráldica propôs umas armas resultantes da combinação dos símbolos tradicionais de todas as províncias romenas: Valáquia, Moldávia, Bucovina, Transilvânia, Maramures, Crisana, Banat e Oltênia.
As armas foram adotadas pelo Governo da Romênia e permaneceram em uso ate 1921, quando, em conseqüência da Grande União de 1 de Dezembro de 1918, foram estabelecidas as novas armas da Romênia Grande, mediante a combinação dos símbolos instituídos em 1872: os brasões da Casa de Hohenzollern (casa real européia que tem as suas origens no começo da Idade Média e que deu a Romênia quatro reis, sendo o primeiro deles -.Carlos I, 1866-1914 - quem elevou o país a nível de reino, em 1881), a coroa da Romênia (feita do aço de um canhão capturado em Plevna durante a Guerra de Independência de 1877 -1878, quando graças a audácia dos soldados romenos, o país conquistou a independência para com o Império Otomano) e dois delfins de caudas levantadas, dispostos frente a frente, simbolizando o Mar Negro.

As armas da Romênia Grande foram substituídas em 1947 - quando, sob a pressão das tropas soviéticas de ocupação, foi proclamada a República Popular Romena - por uma efígie decorativa representando as riquezas do pais, enquadradas por espigas de trigo, tendo como campo um nascer de sol e, na parte superior, uma estrela vermelha.

Logo após a Revolução de 1989, pôs-se a questão de se conferir a Romênia novas armas. De fato, o primeiro símbolo da Revolução foi a bandeira tendo no meio um buraco aberto pelo recorte das armas comunistas. A comissão de heráldica, designada com vistas a realização das novas armas da Romenia, trabalhou intensamente, submetendo ao Parlamento duas variantes que, finalmente foram combinadas. O resultado foi o design atual, adotado pelas duas Câmaras do Parlamento reunidas na sessão de 10 de setembro de 1992.

As armas da Romênia tem no centro a águia de ouro cruzada. Tradicionalmente, esta águia aparece nas armas de distrito de Arges, da cidade de Pitesti e da cidade de Curtea de Arges. Ela simboliza a dinastia dos Bassarabes, o núcleo em volta do qual foi organizada a Valáquia, província que desempenhou o papel decisivo no destino histórico de toda a Romênia. A águia, símbolo da latinidade e ave de primeira categoria na heráldica, representa a audácia, a firmeza, o vôo para alturas, a força, a grandeza. Ela domina também as armas da Transilvânia. O escudo em que sossega é azul, simbolizando o céu. A águia segura entre as garras as insígnias da soberania: um cetro e um sabre, este último lembrando do príncipe da Moldávia, Estevão o Grande (1456-1504), chamado também o "Cavalheiro do Cristo", enquanto o cetro evoca Miguel o Bravo (1593-1601), o primeiro a unificar os países romenos. Sobre o peito da ave encontra-se um brasão dividido em quatro setores com os símbolos das províncias históricas romenas (Valáquia, Moldávia, Transilvânia, Banat e Crisana), bem como dois delfins, lembrando o litoral do Mar Negro. No primeiro setor, sobre um campo azul, as armas da Valáquia: uma águia, segurando no bico uma cruz ortodoxa de ouro, tendo à direita um sol de ouro e à esquerda uma lua nova. No segundo setor, as armas tradicionais da Moldávia: um auroque preto com uma estrela entre os chifres, uma rosa de cinco pétalas à direita e uma meia-lua à esquerda, ambas de prata. O terceiro setor representa as armas tradicionais do Banat e da Oltênia: em cima das ondas, uma ponte amarela com dois arcos de abóbada (figurando a ponte sobre o Danúbio do imperador romano Trajano), de onde ressalta um leão de ouro, segurando um sabre na pata direita da frente. No quarto setor figuram-se-nos as armas da Transilvânia com Maramures e Crisana: um escudo dividido em dois por uma linha estreita: em cima, num campo azul, uma águia preta com garras de ouro, tendo à direita um sol de ouro e, à esquerda, uma meia-lua de prata; abaixo, sete torres ameados, colocados em dois planos, no primeiro com quatro torres e no segundo com três. São também representados os territórios adjacentes ao Mar Negro, num campo azul: dois delfins afrontados, dispostos de cabeça para baixo.
Caso necessite da imagem do brasão da Romênia em CDR ou JPG, favor entrar em contato pelo link Contato.

Remeteremos o arquivo via e-mail, sem qualquer custo.

 

 


HINO DA ROMÊNIA

"Desteapta-te, Romane!"

Desteapta-te, romane, din somnul cel de moarte,
In care te-adancira barbarii de tirani!
Acum ori niciodata croieste-ti alta soarte,
La care sa se-nchine si cruzii tai dusmani!
Acum ori niciodata sa dam dovezi in lume
Ca-n aste mani mai curge un sange de roman,
Si ca-n a noastre piepturi pastram cu
fala-un nume
Triumfator in lupte, un nume de Traian!
Priviti, marete umbre, Mihai, Stefan,
Corvine,
Romana natiune, ai vostri stranepoti,
Cu bratele armate, cu focul vostru-n vine,
"Viata-n libertate ori moarte!" striga toti.
Preoti, cu crucea-n frunte! caci oastea e crestina,
Deviza-i libertate si scopul ei preasfant,
Murim mai bine-n lupta, cu glorie deplina,
Decat sa fim sclavi iarasi in vechiul nost' pamant! "Desperta, romeno"

Desperta, romeno, deste sono de morte,

Em que te mergulharam os bárbaros tiranos!
Agora ou nunca toma nas mãos a tua sorte,
À qual se curvem mesmo teus rivais desumanos!
Agora ou nunca demos as provas para o mundo
Que em nossas veias corre um sangue de romano,
E que em nosso peito o orgulho mantemos bem profundo
Triunfador na luta, um nome de Trajano!
Olhai, vultos grandiosos, Mihai, Estefânio, Corvino,
A romena nação dos vossos descendentes,
Com o braço armado, com o fogo dos vossos paladinos,
"Liberdade ou morte!" bradamos todos.
Com a sacra cruz à frente! nossa arma e nossa história,
Divisa é a liberdade que um santo sonho encerra:
Melhor morrer na luta, mas cobertos de glória,
Que outras vez ser escravos em nossa velha terra!

 

 

 



EDUCAÇÃO

Romênia conta com uma população próxima aos 23 milhões de habitantes dos quais 43% vivem em zonas urbanas. Bucareste, a capital, acolhe perto de 2,3 milhões de pessoas sendo com diferença a cidade mais povoada e seguida das cidades de Brasov, Timisoara, Iasi, Cluj-Napoca e Constanta, todas elas com não menos de 300 mil habitantes. Romênia é o único país da região que, apesar de sua língua de origem latino, não padece a influência católica pois o 85% da cidade é do rito ortodoxo (o resto se distribui entre protestantes, católicos e gregos ortodoxos). Romênia conta com importantes minorias étnicas como os Ciganos e Húngaros. Segundo os dados do censo do ano 1991 existem ao redor de 1,6 milhões de húngaros, 120 mil alemães, 410 mil ciganos e outros pequenos grupos étnicos como armênios, gregos, macedônios, turcos, sérvios e eslovacos. Os húngaros chegaram a Romênia no século X instalando-se na montanhosa Região de Transilvânia.


Durante anos formou parte do império austro-húngaro e a influência de aqueles tempos se percebeu em sua arquitetura, na religião e nos costumes. Por isso é comum a saudação "Servus", igualmente que em Áustria e Hungria. Por outro lado, a maioria dos alemães, que chegaram a Romênia ao redor de 850 anos atrás, emigraram outra vez a Alemanha nos últimos tempos, sobretudo durante a ultima revolução. Se contam perto de 120 mil maioritariamente em Transilvânia, enquanto que os ciganos, a minoria mais impopular de Romênia, rechaçada por todas partes, tentam sobreviver. Se crê que são mais dos 410 mil, segundo os dados oficiais, pois de acordo com às afirmações dos líderes ciganos são perto de 2 milhões.


O mais provável é que se aproximem ao milhão. Sem dúvidas é a minoria mais pobre e a menos escolarizada. Romênia tem vivido nos últimos anos importantes câmbios por todos conhecidos. estes câmbios e movimentos se percebem nas ruas de Bucareste, nos bairros das pequenas cidades e nas zonas rurais. O colorido que faltou durante mais de meio século, pela presença do comunismo, estala por todos os rincões do país em um constante rebuliço. Por outro lado, não se pode ignorar as dificuldades que leva ao fato de aprender a viver no terrível ambiente competitivo de uma economia de mercado. Agora não há garantia a igualdade de salários nem o estado se ocupa da habitação ou da segurança dos postos de trabalho e todo isso constitui um reto que os romenos estão dispostos a afrontar. Apesar de tudo, no país se sente, muito de perto, o fato de que as coisas melhoram. Se tenta sobreviver ao passado comunista e talvez por isso proliferam sinais evidentes da nova era como são os cartazes e os suportes publicitários que proclamam as virtudes de uma bebida de cola ou de uns hambúrgues.


Sem dúvidas, o romeno se alegra de ter liberdade e democracia, mas sabe que a vida segue sendo dura. No relativo aos habitantes das zonas rurais, o que os define de melhor maneira é a capacidade para conservar e preservar seus costumes, danças, objetos utilitários, música e suas canções que permanecem quase inalteradas desde centenas de anos. Apesar das continuas invasões souberam conservar sua identidade. Em geral os romenos são gente hospitaleira, que sabe do sofrimento e da solidariedade, razão pela que costumam fazer amizades de forma muito rápida. Seu tímido sorriso é tão só a ponta do iceberg de uma profunda alegria. A frase publicitária do escritório de turismo que reza em todos os folhetos e que diz: "chegue como turista e sairá como amigo", não dista muito da realidade.

 





ARTE E CULTURA

A Romênia atual tem estado habitada desde tempos remotos, a prova são os machados de silex encontrados na zona dos Cárpatos, entre os rios Arges e Olt e que datam de aproximadamente 600 mil anos, assim como as pinturas rupestres das grutas próximas a Cuciulat e que segundo se conta são do ano 10.000 a.C.

Arquitetura

Se algo pode caracterizar a Romênia no relativo a sua arquitetura é a profusão de igrejas e mosteiros (muitos são construídos por Estaban o Grande).

Entre as construções mais relevante, dada sua antigüidade, destacam as pequenas igrejas dos século XI e XII de Tara Hategului e que representam admiráveis exemplos de uma arquitetura de dimensões modestas. A Igreja de Streisangeorgiu, parece ser a mais velha construção de muralha que se conserva no país. Seu volume, de uma simplicidade perfeita, contem uma nave sobre a que se eleva uma torre campanário e um pequeno altar no que ainda se conservam fragmentos da pintura original que data do ano 1313.



As igrejas de Santamarie Orlea e a Igreja de Steri, ambas edificadas ao redor do ano 1279, apresentam umas dimensões reduzidas e distinguem-se por ter a nave separada do altar e a torre campanário, situada na entrada, é de uma clara influência românica. Porém, é a pequena Igreja de Densus uma das construções mais interessantes do país e a que melhor representa a arquitetura de aquela época.
Construída no século XIII, com a pedra extraída das ruínas da antiga capital da dacia Romana, possui umas dimensões modestas, coroadas por uma torre central. Ainda podem ver-se fragmentos de pedras romanas esculpidas, sobretudo nas muralhas exteriores, enquanto que no interior ainda se conservam partes da pintura mural do século XV. Estes detalhes fazem com que o templo seja uma das mostras mais representativas das construções de culto bizantino.

Por outro lado, na região de Transilvânia e dado que a madeira é o principal elemento de construção, muitas das antigas edificações não sobreviveram ao passo do tempo. Porém, os templos que chegaram a nossos dias, sofreram remodelações. Entre as igrejas de madeira mais relevantes encontram-se as de Marmures, ao longo dos vales dos rios Iza, Mara e Covsau, as igrejas de Cuhea, Leud, Sieu, Barsana, Budesti Susania ou Glod e na zona de Chosaru, as igrejas de Calinesti e Glod.

Estaban o Grande

Estaban o Grande, príncipe de Moldavia entre 1457 e 1504, junto a Miguel o Valente foram uns dos mecenas das artes mais importantes de Romênia. Sob seu patrocínio e impulso se desenvolveu em Moldavia uma atividade construtiva de grande amplitude.

Não só foram os mosteiros fortificados que constituíam um conjunto defensivo, nem as construções tão imponentes como o Castelo de Bran, perto de Brasov o que diferenciou a Estaban o Grande, e sim as mais de 30 igrejas construídas sob seu mandato o que lhe outorgou o respeito e o título de mecenas da arquitetura e a arte de Moldavia.

A Igreja de Patrauti (1487), a primeira das fundações do príncipe, anuncia o novo estilo caracterizado pelas reduzidas dimensões mas de remarcáveis proporções. O volume, abarcando segundo o modelo bizantino "pronaos" e "naos" com absides laterais e altar, é coroado por um precioso telhado alto. Os arcos, ao sesgo, que sustentam e lançam a torre, passariam a formar parte do repertório da arquitetura de Moldavia.



Outro exemplo significativo é a Igreja de Sf.Ille, perto de Suceava (1488) que apresenta as muralhas sustentadas por contrafortes maciços e um especial tratamento da fachada na que os nichos de tijolo alternam com zonas cobertas. Porém, uma das mais interessantes construções patrocinadas por Estaban é a Igreja do mosteiro de Neamt, na que às zonas rituais se lhes acrescenta um corredor fechado e uma "gropnita", espaço entre pronaos e naos, destinado às túmulos do fundador e de sua família. Coberto por cores policromos elegantes, este exemplo de arquitetura representa a sínteses da arte construtiva da época. Destacan, ademais, as igrejas de Vaslui (1490), Bacau (1491), Harlau (1492) ou a de Dorohoi (1495). Cabe mencionar, por outro lado, as famosas Igrejas Pintadas no exterior como as de Arbora, Probota, Humorou Voronet, nas que, esplendidas pinturas vissem a totalidade das paredes exteriores, ilustrando cenas da bíblia.



Finalmente deve-se dizer que João de Hunedoara, que governava Transilvânia na época de João de Arco, reconstruiu o castelo de Corvin, perto de Deva, com uma arquitetura grandiosa. As modas do Renascimento e do barroco, importadas de Áustria, foram adaptadas a uma realidade romêna, principalmente pelo governante de Valáquia o Príncipe Constantim Brancoveanuem no século XVII, quem deu seu nome ao estilo ilustrado por seu próprio palácio Brancoveanu, perto de Bucarest. No ano de 1778 o Barão Samuel Brukentha, governador de Transilvânia começaria a construção de um palácio barroco em Sibiu, reunindo uma coleção de arte. Um século depois, o rei Carlos edificaria o Castelo de Peles em Sinaia.

Música

Os instrumentos musicais tradicionais de Romênia incluem o "cimpoi" (gaita), o "cobza" (umlaúd com a forma de pêra), o "nai" (espécie de flauta de pão), diversas flautas como a ocarina, fabricada em cerâmica e a "tilinca" (particular flauta sem orifícios para os dedos). Porém, o violino é o instrumento folclórico mais popular de Romênia.

A "doina" é uma canção de amor improvisada, uma espécie de blues que incorpora temas sociais ou românticos. Em cambio, a "balada" é uma canção coletiva em onde se narram histórias de diferente conteúdos, principalmente de caracter histórico.

Nas danças populares os casais podem dançar em círculos, semi círculos ou bem, em linha. No "sirba", os homens e as mulheres dançam a ritmos rápidos em círculos muito próximos com as manos sobre os ombros da pessoa que encontra-se a seu lado. O "hora" é outra das danças em círculos que se desenvolvem de forma muito rápida, enquanto que no "briu" ou a "dança do cinto", os dançantes formam uma fila segurando-se na cintura.

A música moderna dos ciganos tem absorvido muitas influências e é freqüente encontrar-se aos músicos profissionais tocando por qualquer lugar. É também muito comum ver aos "lautari", que não são outra coisa mais que músicos, tocando nos casamentos, aniversário, batismos ou nos funerais. A música da região de Transilvânia, onde há mais presença húngara, é muito mais solene e seria.



ESPORTES

Futebol



O futebol é o esporte mais popular na Romênia. O futebol por ser muito popular no mundo, cria constantemente heróis nacionais. Um do mais conhecidos é Gheorghe Hagi. A equipe romanian do soccer tornou-se famosa após a Copa Mundial de 1994 nos EUA, quando alcançou as quartas de final. As equipes do clube mostraram também um bom desempenho internacional, culminado que em 1986 o Steaua Bucareste ganhou a Copa Européia de Campeões. Muitos jogadores romenos estão atuando agora no exterior, na Italia, na Espanha, na Inglaterra ou nos Países Baixos.

 

Ginástica

O Mundo recorda ainda Nadia Comaneci, a famosa ginasta romena que ganhou a medalha de ouro olímpica nos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal, marcando a primeira nota 10 na história dos jogos. O sucesso de Nadia abasteceu os sonhos das centenas da juventude romenas. Desde então Romênia esteve sempre no alto do ranking das ginastas no mundo. Recentemente, os nomes como Lavinia Milosovici fizeram também história. A concentração das ginastas romenas é na cidade de Deva.

 

NADIA COMANECCI



Da noite para o dia a romena se transformou em sensação mundial, graças ao brilhante desempenho conseguido nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá. Era o ano de 1976 e o mundo começava a se acostumar a acompanhar os embates olímpicos pela televisão, agora totalmente a cores e transmitindo as competições ao vivo. A diminuta garotinha assombrou o mundo com a sua intimidade nas barras assimétricas e paralelas. Era impressionantes seus vôos, seus movimentos precisos, sua audácia e destemor. Sua exibição no cavalo com alças arrancou aplausos e suspiros da multidão. Nádia Comanecci, então com 14 anos, foi a primeira ginasta a tirar a nota máxima, dez. Seus movimentos seguros e a total intimidade com que se exibia perante o ginásio lotado, lhe garantiram quase todas as manchetes dos jornais e noticiários de televisão do dia seguinte.

Sua imagem de garotinha frágil ajudou a conquistar o público. Mas toda movimentação em torno de sua figura não era nenhuma novidade para ela. Um ano mais tarde, Nádia já havia surpreendido os europeus ao conquistar quatro importantes medalhas de ouro no campeonato continental. Poucos são aqueles que tiveram a oportunidade de assisti-la no auge de sua forma física e desempenho que poderão esquecer seu excepcional talento. Durante três anos Nádia manteve a boa forma física e tornou-se figura quase que obrigatória em todos os grandes torneios e apresentações da modalidade. Na época, a pequena Nádia representava as cores de um país comunista. E isso também ajudava para aumentar ainda mais o interesse sobre ela.
Fonte: Livro 1000 esportistas do século

Caiaque e Canoagem

Por muitos anos a Romênia teve uma das melhores equipes de caiaque e canoagem no mundo. Os maiores sucessos foram com o múltiplo campeão olímpico Ivan Patzaikin.

Tênis

Os jogadores Ilie Nastase e Tiriac foram os primeiros jogadores romenos de tênis a receber a atenção internacional. Após seu sucesso, representaram a Romênia na Copa Davis tornando-se hoje um esporte muito popular no País. Atualmente, muito de nossos atletas ou tem conservado, ou tem melhorado seu ranking de posições na avaliação da ATP.

 

 

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